Os preços dos alimentos saltaram 162% entre 2012 e 2024, e a tendência é que continuem em alta nos próximos anos, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O estudo assinado por Braulio Borges, André Braz e Francisco Pessoa Faria mostra que o Brasil e o mundo enfrentam um aumento expressivo nos preços dos alimentos, que não é passageiro e está profundamente ligado às mudanças climáticas e aos ajustes no mercado agrícola.

O estudo aponta que, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu 109% nos últimos 12 anos, produtos como frutas e hortaliças registraram altas ainda mais expressivas, de 299% e 246%, respectivamente.

Em 2024, os preços dos alimentos registraram uma alta média de 7,69%, superando a inflação oficial do país, que ficou em 4,83%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo de Alimentação e Bebidas contribuiu com 1,63 ponto percentual (p.p.) para o IPCA no ano passado.

Para Borges, um dos principais fatores para o aumento da inflação de alimentos está relacionado à queda na produtividade agropecuária de alguns países, incluindo o Brasil, um dos maiores produtores globais de alimentos. Ou seja, enquanto os preços sobem, países que historicamente lideram a produção agropecuária enfrentam uma desaceleração significativa por causa das mudanças climáticas.

“A conclusão é que, hoje, a produtividade total dos fatores (PTF) do setor de alimentos — que mede o aumento da produção agrícola considerando fatores como área de cultivo, mão de obra e insumos — é 20% mais baixa em termos mundiais devido às mudanças efetivamente observadas no clima”, afirma o documento.

Fonte: Exame

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